sábado, 8 de dezembro de 2007
O Advento de um novo mundo...
terça-feira, 27 de novembro de 2007

É um organismo vivo em crescimento.
É um corpo animado pelo Espírito Santo (ICor 10,17; 12,27).
As relações são interpessoais, de amizade, partilha, diálogo e solidariedade.
Na comunidade todos se conhecem pelo nome.
Existe um objectivo comum.
Todos tomam parte na programação, nas decisões e na execução da missão da comunidade."
A comunidade não admite homens faz-tudo.
Os homens faz-tudo desmotivam as pessoas para o compromisso.
É mais eficaz muitos a fazer pouco do que poucos a fazer muito.
Na comunidade, a grande paixão é a causa do Evangelho.
Quem se transforma, na oração, é o crente e não Deus.
As normas e o projecto comum têm como finalidade facilitar a organicidade e fecundidade comunitárias.
Não abafam nunca a vida.
Quando já não se adequam ao crescimento comunitário, as normas e as programações são alteradas."
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
terça-feira, 13 de novembro de 2007
A IGREJA PORTUGUESA E AS OVELHAS QUE FOGEM DO REDIL

sábado, 10 de novembro de 2007
Leituras
2 Mac 7, 1-2.9-14
«O Rei do universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna»
Leitura do Segundo Livro dos Macabeus
Naqueles dias, foram presos sete irmãos, juntamente com a mãe, e o rei da Síria quis obrigá-los, à força de golpes de azorrague e de nervos de boi, a comer carne de porco proibida pela Lei judaica. Um deles tomou a palavra em nome de todos e falou assim ao rei: «Que pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos para morrer, antes que violar a lei de nossos pais». Prestes a soltar o último suspiro, o segundo irmão disse: «Tu, malvado, pretendes arrancar-nos a vida presente, mas o Rei do universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna, se morrermos fiéis às suas leis». Depois deste começaram a torturar o terceiro. Intimado a pôr fora a língua, apresentou-a sem demora e estendeu as mãos resolutamente, dizendo com nobre coragem: «Do Céu recebi estes membros e é por causa das suas leis que os desprezo, pois do Céu espero recebê-los de novo». O próprio rei e quantos o acompanhavam estavam admirados com a força de ânimo do jovem, que não fazia nenhum caso das torturas. Depois de executado este último, sujeitaram o quarto ao mesmo suplício. Quando estava para morrer, falou assim: «Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará; mas tu, ó rei, não ressuscitarás para a vida».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
Salmo 16 (17), 1.5-6.8b.15 (R. cf. 15b)
Refrão: Senhor, ficarei saciado,
quando surgir a vossa glória. Repete-se
Ouvi, Senhor, uma causa justa,
atendei a minha súplica.
Escutai a minha oração,
feita com sinceridade. Refrão
Firmai os meus passos nas vossas veredas,
para que não vacilem os meus pés.
Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,
ouvi e escutai as minhas palavras. Refrão
Protegei-me à sombra das vossas asas,
longe dos ímpios que me fazem violência.
Senhor, mereça eu contemplar a vossa face
e ao despertar saciar-me com a vossa imagem. Refrão
LEITURA II
2 Tes 2, 16 – 3, 5
«O Senhor vos torne firmes em toda a espécie
de boas obras e palavras»
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses
Irmãos: Jesus Cristo, nosso Senhor, e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, eterna consolação e feliz esperança, confortem os vossos corações e os tornem firmes em toda a espécie de boas obras e palavras. Entretanto, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e seja glorificada, como acontece no meio de vós. Orai também, para que sejamos livres dos homens perversos e maus, pois nem todos têm fé. Mas o Senhor é fiel: Ele vos dará firmeza e vos guardará do Maligno. Quanto a vós, confiamos inteiramente no Senhor que cumpris e cumprireis o que vos mandamos. O Senhor dirija os vossos corações, para que amem a Deus e aguardem a Cristo com perseverança.
Palavra do Senhor.
ALELUIA Ap 1, 5a.6b
Refrão: Aleluia. Repete-se
Jesus Cristo é o Primogénito dos mortos.
A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Refrão
EVANGELHO – Lc 20, 27-38
«Não é um Deus de mortos, mas de vivos»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. Por fim, morreu também a mulher. De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?». Disse-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».
Palavra da salvação.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Sacrifícios Ambientais!!!!!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
POR UM MUNDO MAIS LIVRE E MAIS JUSTO
O ano de 2019 foi o momento de todas as vitórias para as organizações de defesa da liberdade, saúde e direitos humanos. Logo em Janeiro foi finalmente aprovada a directiva comunitária exigindo a eliminação de todos os brinquedos alusivos a armas. Este documento veio na sequência da campanha internacional contra perigos na infância que, começada em 2012, já impusera o capacete permanente nos bebés.Esta directiva de defesa da família impõe, como as anteriores, castigos pesados aos pais que permitirem às crianças ter armas a brincar. Castigos que podem ir até à retirada dos filhos. "Negligência é violência" é a célebre frase de Vladimir Sarkazeth, czar da Rússia que detém a presidência rotativa da União Continental: "A União vai dedicar toda a sua atenção à violência familiar, um flagelo que vamos erradicar por todas as formas, até nas brincadeiras", assegurou.Muito significativo foi que, duas semanas depois, se tenha dado finalmente a consagração do sadomasoquismo como orientação sexual reconhecida pela ONU. Isto logo no ano após o Prémio Nobel ser atribuído a dois investigadores da Califórnia que identificaram a homossexualidade como a forma mais igualitária de matrimónio. Congratulando-se com a eliminação do terrível tabu contra o sadomasoquismo, o director da poderosa FreeSex, a maior ONGD do mundo, afirmou: "A sociedade parece ter vencido velhos preconceitos contra a violência. A violência é simplesmente a forma suprema do amor."No final da conferência de imprensa este dirigente lembrou a velha luta pela justiça sexual: "É urgente a verdadeira igualdade para todas as orientações. O sadomasoquista corre grandes riscos de saúde na sua expressão violenta da afectividade. Encontra-se por isso desfavorecido e necessita de apoio adicional." Assim continuará a promoção das chamadas "salas de chuto", onde os sadomasoquistas se podem dedicar às suas práticas em adequadas condições sanitárias.Talvez o facto mais marcante do ano de 2019 tenha sido o avanço na luta contra o flagelo da obesidade. Desde que o tabagismo foi classificado como crime contra a Humanidade e equiparado a genocídio, houve grande discussão sobre que prática lhe sucederia como "principal causa evitável de morte". A tentativa de incluir o aborto e a eutanásia foi recusada porque eles já figuram entre os direitos humanos fundamentais. Deste modo foi decidido que seria a obesidade a ocupar essa posição, o que lhe concedeu grande exposição mediática.Por enquanto ainda se mantém controversa e, por isso, facultativa a exigência de todos os obesos usarem um cartaz ao pescoço dizendo "comer mata" ou "banha é crime". Mas a decisão tomada há cinco anos de proibir a venda de alimentos com alto teor de gordura a menores de 18 anos, sujeitando-a a licença especial acima dessa idade, começa a dar frutos. De facto, pela primeira vez desde que foi calculado, o "índice de engordamento global" reduziu a sua taxa de aceleração.Um campo onde os esforços ainda têm longo caminho a percorrer é a luta contra a pobreza. Isto apesar dos êxitos assinaláveis, como o fecho de centenas de instituições de solidariedade social por falta de condições. É incrível como, em pleno século XXI, ainda há lares e creches sem toalhetes de papel, música ambiente e acesso à Internet e TV Cabo. Paradoxalmente, este êxito da inspecção foi acompanhado por um aumento súbito dos sem-abrigo nessas cidades. "Isto apenas fortalece o nosso empenhamento neste magno objectivo planetário", afirmou a secretária-geral da ONU, Camila Nguyoon, no final da maior iniciativa humanitária do ano.Essa foi a principal realização de 2019: o cordão humano que uniu Paris e Berlim, como prova da determinação dos povos europeus na construção de um mundo mais livre e mais justo. Foi marcante que esse movimento tenha mobilizado um número de pessoas 3% superior ao da magna manifestação pela erradicação da tradição islâmico-judeu-cristã que, com o mesmo lema - "Por um mundo mais livre e mais justo" - se realizou na semana anterior em Roma.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Apocalipse de João
DISCURSO DO CARDEAL TARCISIO BERTONE
POR OCASIÃO DA EXPOSIÇÃO
SOBRE O LIVRO DE SÃO JOÃO:
«APOCALIPSE. A ÚLTIMA REVELAÇÃO»
Salão Sistino dos Museus do Vaticano
Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
Senhores Cardeais
Excelentíssimo Presidente do Governatorato
do Estado da Cidade do Vaticano
Excelências Reverendíssimas
Senhores Embaixadores
Senhor Director dos Museus do Vaticano
Ilustres Autoridades
Senhores e Senhoras
É com alegria que participo nesta cerimónia com que se inaugura uma exposição de importância singular, e desejo manifestar em primeiro lugar o meu sincero agradecimento àqueles que puseram à disposição energias, competências e meios para nos oferecer um apreciado itinerário artístico e teológico, intitulado: "Apocalipse. A última Revelação". Saúdo com deferência os Senhores Cardeais e os prezados co-irmãos no Episcopado aqui presentes, os Excelentíssimos Senhores Embaixadores junto da Santa Sé de numerosos países, as Autoridades civis e militares, as personalidades e os benfeitores que quiseram estar presentes neste acto tão solene.
Dirijo uma saudação especial ao Excelentíssimo Presidente do Governatorato, D. Giovanni Lajolo, e depois a todos os presentes, com particular reconhecimento aos corais que desejaram alegrar esta cerimónia, colocando-nos deste modo em continuidade ideal com o novo cântico dos remidos, descrito pelas páginas do Apocalipse. Gostaria de agradecer, entre muitos outros, ao Dr. Francesco Buranelli, Director dos Museus do Vaticano, que quis realizar aqui esta exposição, e através da pessoa do seu Presidente, o Rev.mo Mons. Angelo Zanello e do animador incansável, Pe. Alessio Geretti, quero agradecer à Comissão de San Floriano de Illegio e a toda a população de Illegio, da Carnia e do Friuli que, em conjunto, deram vida a esta exposição. O nosso agradecimento é grande também em relação aos representantes das numerosas instituições do Vaticano e da Itália, que ofereceram a sua colaboração para preparar a excelente exposição que estamos prestes a visitar.
No percurso predisposto no Salão Sistino poder-se-á admirar mais de cem obras-primas provenientes de alguns dos principais museus do mundo, que ajudarão os visitantes a reler e a compreender o último livro da Sagrada Escritura. Nele, o vidente João dirige-se às Igrejas que estão na Ásia Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiátira, Sardi, Filadélfia e Laodiceia e idealmente à Igreja inteira, exortando os discípulos de Jesus a permanecerem firmes na fé e a não se deixarem seduzir, nem amedrontar pelos poderes malignos deste mundo, aparentemente aniquiladores, mas na realidade destinados à falência.
Portanto, o Apocalipse não é como muitas vezes se considera o inquietante anúncio de um epílogo catastrófico pelo caminho da humanidade, mas a grandiosa proclamação da falência das forças infernais e do mistério de Cristo morto e ressuscitado como salvação para a história e para o cosmos.
A leitura do Apocalipse, como a visão do Juízo Universal na Capela Sistina, desperta indubitavelmente uma emoção na alma. Mas trata-se da emoção do enlevo, da majestade e da misericórdia surpreendente que vêm ao nosso encontro, e não do arrepio tétrico e desesperado da ruína e do medo. Estas páginas e estas obras de arte não nos querem assustar, mostrando-nos as cenas da eternidade: pelo contrário, querem recordar-nos a vida que aqui na terra se consome e que todos os dias nós impregnamos com a qualidade dos nossos gestos.
Ler no Apocalipse o anúncio da Ressurreição final é em si uma consolação e uma forma de justiça. Não podemos esquecer que o mundo só será justo quando os mortos ressuscitarem, quando todas as feridas forem curadas, todas as lágrimas enxugadas, quando todos os discursos interrompidos forem retomados, e atendidos todos os desejos de bem. Neste sentido, a visão da Jerusalém celeste não é apenas a última parte do Apocalipse e da exposição, mas inclusivamente uma exigência lógica, um postulado da moralidade e uma condição imprescindível para que falar de justiça possa ter algum sentido.
Outra característica positiva do Apocalipse que se compreende com clareza somente se for lida de uma só vez, como a exposição no Salão Sistino propõe e permite pode ser descrita de maneira adequada, orientando o coração para a excelsa poesia do texto mais longo, imaginário e sugestivo da Missa de Requiem, sabiamente citado nos painéis da exposição, como uma obra de arte entre as outras. Dos cinco poemas que o Missal conservava sob o nome de Sequências, o Dies Irae, de Tomás de Celano, é o último; o primeiro é o Victimae Paschali. Um refere-se ao outro: o primeiro é para o último o que a Ressurreição de Cristo é para a ressurreição universal, dado que constitui o seu tema e a sua causa.
"Aquele dia, o dia da ira...": pois bem, a tradição cristã latina aprendeu do Apocalipse que a ira divina deve ser cantada precisamente e só para narrar a sua dissolução e a sua subversão através do amor do Anjo inocente, que se ofereceu para o nosso resgate. Isto compreende-se na estratégia narrativa do Apocalipse, quer no percurso artístico das obras expostas, quer no Dies Irae. As primeiras sete estrofes desta oração medieval descrevem o terrível cenário da vinda do Soberano no Juízo Final. No entanto, a partir da oitava estrofe tem lugar, precisamente, a inversão: este Juiz agora por nós chamado Jesus é exactamente Aquele que salva sem qualquer motivo, "gratuitamente". E precisamente porque não tem justificações, o homem deve ser salvo por Alguém que o ame com um amor puro: em síntese, por um amor digno de Deus!
Portanto, o que acontece quando lemos o Apocalipse e admiramos a sua tradução encantadora, feita de imagens que muitos artistas nos deixaram como herança? Significa que devemos sair desta leitura ou do nosso Salão Sistino com a certeza no coração, de que a última palavra na nossa aventura terrestre, pessoal e colectiva, não pertence à morte nem ao mal.
E enquanto a confissão da nossa fé significa a expectativa do encontro supremo e definitivo da humanidade com Deus em Cristo, as páginas apocalípticas, as gravuras e as pinturas que descrevem as sublevações da terra e dos povos preparam-nos sabiamente para a rejeição radical de qualquer outra realidade como possível realização do mundo e do homem. O Apocalipse ajuda a conservar o coração livre das infinitas seduções que querem encantar o mundo com mil sortilégios, oferecendo-lhe aquilo que somente em Deus ele poderá encontrar. Não esqueçamos: como dizia o grande Agostinho, o Senhor criou para si o nosso coração, e este não terá paz enquanto não descansar nele".
No entanto, aqui na terra, desde o princípio da vicissitude humana até ao advento das núpcias finais, o bem e o mal enfrentam-se no cenário sublime e ao mesmo temo terrível deste mundo. E é precisamente por ele que, no final, seremos libertados e protegidos irrevogavelmente da falibilidade, da ignorância, do cansaço, da velhice, do sofrimento e da vaidade, mas sobretudo da possibilidade de pecar, da absurda possibilidade de preferir uma criatura ao Criador. Eis, então, que a imagem da Jerusalém celeste, feita de ouro incorruptível e guarnecida de jóias como o magnífico relicário de Tournai, que podemos ver aqui exposto é a imagem da glória que desce do alto até às vísceras da terra, ou seja, até às fibras do nosso ser total alma e corpo quando nada mais oporá alguma resistência. E isto aconteceu imediatamente com Maria Santíssima e Imaculada, porque nela nada jamais opôs resistência ao amor a Deus.
Então, não nos resta que dirigir consolados o olhar para a beleza do texto do Apocalipse, a oração da Igreja e as obras dos artistas.
Concluo, sublinhando que sem dúvida esta exposição, além de ser preciosa pelas mensagens propostas, constitui um "unicum" do seu género, também porque os Museus do Vaticano a receberam e acolheram, depois de ela já ter sido exposta numa pequena aldeia dos alpes cárnicos, Illegio, a terra da Comissão de San Floriano. Visitei aquele povoado montanhês, onde pude inaugurar esta exposição: Illegio não é uma metrópole, nem uma histórica capital da arte. Mas é um lugar onde a fé e a arte se encontraram na terra fértil do coração das pessoas, pois garanto-o porque verifiquei isto pessoalmente esta exposição é uma realidade da população, fruto de um compromisso assumido por muitas pessoas que desejavam prestar um serviço ao Evangelho, à difusão do pensamento cristão, à promoção dos tesouros de beleza e de tradição cristã da sua terra friulana e, de certa maneira, de toda a Europa. Por isso, que o Senhor os abençoe e os anime a continuarem com muito entusiasmo.
Seja permitido aos visitantes desta exposição, dos Museus do Vaticano e a todos nós estes são os meus bons votos que através da admiração destas obras de arte, sejamos levados ao encontro com o Senhor Jesus e possamos reconhecer toda a sua beleza fulgurante. Confio estes votos à intercessão celestial da Virgem Maria Imaculada e do Arcanjo São Miguel, que na narração do Apocalipse nos são descritos em virtude do Redentor vitoriosos sobre o imenso Dragão. A humildade do seu serviço a Deus foi o instrumento que lhes permitiu realizar a obra daquele que nos quer tornar partícipes da sua glória para sempre: o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, uma maravilha aos nossos olhos.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
SANTOS
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Contento-me com a Simpatia

Albert Camus, in 'A Queda'
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
O justo e o justificado
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Apaixonados
"Ele
Ah! Como és bela, minha amiga!
Como estás linda! Teus olhos são pombas,
por detrás do teu véu.
O teu cabelo é como um rebanho de cabras
que descem do monte Guilead;
os teus dentes são um rebanho de ovelhas,
a subir do banho, tosquiadas:
todas elas deram gémeos
e nenhuma ficou sem filhos.
Como fita escarlate são teus lábios
e o teu falar é encantador;
as tuas faces são metades de romã,
por detrás do teu véu.
O teu pescoço é como a torre de David
erguida para troféus:
dela pendem mil escudos,
tudo broquéis dos heróis.
Os teus dois seios são dois filhotes
gémeos de uma gazela
que se apascentam entre os lírios,
antes que rebente o dia e as sombras desapareçam.
Quero ir ao monte da mirra
e à colina do incenso.
Toda bela és tu, ó minha amada,
e em ti defeito não há.
Vem do Líbano, esposa,
vem do Líbano, aproxima-te.
Desce do cimo de Amaná,
do cume de Senir e do Hermon,
dos esconderijos dos leões,
das tocas dos leopardos.
Roubaste-me o coração, minha irmã e minha noiva,
roubaste-me o coração com um dos teus olhares,
com uma só conta do teu colar.
Como são doces as tuas carícias, minha irmã e noiva!
Muito melhores que vinho são as tuas carícias;
mais forte que todos os odores
é a fragrância dos teus perfumes.
Os teus lábios destilam doçura, ó minha noiva;
há mel e leite sob a tua língua,
e o aroma dos teus vestidos
é como o aroma do Líbano.
És um jardim fechado, minha irmã e minha esposa,
um jardim fechado, uma fonte selada.
Os teus rebentos são um pomar de romãzeiras
com frutos deliciosos,
com alfenas e nardos,
nardo e açafrão,
cálamo e canela,
com toda a espécie de árvores de incenso,
mirra e aloés,
com todos os bálsamos escolhidos.
És fonte de jardim, nascente de água viva
que jorra desde o Líbano."
(Ct. 4, 1-15)
Um abraço em Cristo.
sábado, 20 de outubro de 2007
Palavra de Deus
LEITURA I Ex 17, 8-13
«Quando Moisés erguia as mãos, Israel ganhava vantagem»
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Amalec veio a Refidim atacar Israel. Moisés disse a Josué: «Escolhe alguns homens e amanhã sai a combater Amalec. Eu irei colocar-me no cimo da colina, com a vara de Deus na mão». Josué fez o que Moisés lhe ordenara e atacou Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao cimo da colina. Quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel ganhava vantagem; mas quando as deixava cair, tinha vantagem Amalec. Como as mãos de Moisés se iam tornando pesadas, trouxeram uma pedra e colocaram-na por debaixo para que ele se sentasse, enquanto Aarão e Hur, um de cada lado, lhe seguravam as mãos. Assim se mantiveram firmes as suas mãos até ao pôr do sol e Josué desbaratou Amalec e o seu povo ao fio da espada.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 120 (121), 1-8 (R. cf. 2)
Refrão: O nosso auxílio vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Repete-se
Levanto os meus olhos para os montes:
donde me virá o auxílio?
O meu auxílio vem do Senhor,
que fez o céu e a terra. Refrão
Não permitirá que vacilem os teus passos,
não dormirá Aquele que te guarda.
Não há-de dormir nem adormecer
Aquele que guarda Israel. Refrão
O Senhor é quem te guarda,
o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo.
O sol não te fará mal durante o dia,
nem a lua durante a noite. Refrão
O Senhor te defende de todo o mal,
o Senhor vela pela tua vida.
Ele te protege quando vais e quando vens,
agora e para sempre. Refrão
LEITURA II 2 Tim 3, 14 – 4, 2
«O homem de Deus será perfeito,
bem preparado para todas as boas obras»
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo
Caríssimo: Permanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo, sabendo de quem o aprendeste. Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação, pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça. Assim o homem de Deus será perfeito, bem preparado para todas as boas obras. Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há-de julgar os vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina.
Palavra do Senhor.
ALELUIA Hebr 4, 12
Refrão: Aleluia. Repete-se
A palavra de Deus é viva e eficaz,
pode discernir os pensamentos
e intenções do coração. Refrão
EVANGELHO Lc 18, 1-8
«Deus fará justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».
Palavra da salvação.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Do Profundo Abismo clamo por vós Senhor
Salmo 129
Do profundo abismo clamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.
Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para Vos servirmos com reverência.
Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor
mais do que as sentinelas pela aurora.
Porque no Senhor está a misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há-de libertar Israel
de todas as suas faltas.
Um Abraço em Cristo para todos
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Diferentes palavras... a mesma fé.
É nesse sentido que vos escrevo este post.
Esta experiência de estar “desterrado” numa terra distante tem sido muito interessante… se por um lado sinto saudades de casa, dos amigos, dos hábitos criados, por outro é um mundo totalmente novo à descoberta… Tenho em particular visto novas formas de viver a fé, pois como sabem a maioria da população da Roménia é cristã… mas Ortodoxa. Reparei por exemplo que os ortodoxos dão muito significado aos ritos, às imagens (icons), aos símbolos… As igrejas são lindíssimas… com frescos de tirar as palavras… Mas também vi que o essencial da mensagem de Cristo está lá… ou não fossem eles cristãos.
Também há católicos-romanos na Roménia…por exemplo a cidade onde vivo, Arad, tem uma igreja lindíssima em que o patrono é nem mais nem menos que o nosso Santo António. A fé é a mesma… apenas formas distintas de vivê-la… se calhar estou a cometer uma heresia a escrever isto desta forma, mas não interessa… o que importa é que a Mensagem de Amor que Cristo transmitiu se perpetua no tempo e no espaço… As palavras são diferentes… mas a fé é a mesma…
Tatal nostru
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Abertura de mais um ano
Para aqueles 5 ou 6 searenses que visitam o nosso blogue (eu espero que venham muitos mais) aqui fica o convite para participarem no inicio de mais um ano da Seara. Será no próximo Domingo dia 14 às 18 horas na nossa "casa". Os animadores estão muito empenhados por isso apareçam, porque vai valer muito a pena.
Um grande abraço em Cristo.
David
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
1001
Já ultrapassámos as 1000 visitas ao nosso blogue, é claro que só eu venho cá quase todos os dias. Vamos ser ainda mais participativos e visitar ainda mais esta nossa página.
E não se esqueçam, esta pode ser uma forma priveligiada de comunicarmos com aqueles que estão mais longe (quero lembrar em especial o David e o Mário).
Um abraço grande em Cristo para cada um de vós.
David
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Palavra de Deus 28º Domingo Tempo Comum
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Dá-nos sempre desse pão
Dá-nos sempre desse Pão, foi o mote deste ano e espero que esse Pão que pedimos seja o alento que precisamos para avançar e não deixar morrer esta caminhada... E como tal, para a semana encontramo-nos para retomar o nosso ano...
Mais uma vez... obrigado a todos!!!
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Reflexão

sábado, 29 de setembro de 2007
AS DÚVIDAS DE CRENTES E NÃO CRENTES
AS DÚVIDAS DE CRENTES E NÃO CRENTES Anselmo Borgespadre e professor de Filosofia
As dúvidas de Madre Teresa de Calcutá quanto à existência de Deus parece que afligiram mais os não crentes do que os crentes.Na obra recém-publicada Mother Teresa: Come Be My Light - Madre Teresa: vem e sê a minha luz -, com correspondência da religiosa célebre, aparece uma Madre Teresa em profunda crise espiritual, que chega a duvidar da existência de Deus. "O silêncio e o vazio são tão grandes que olho mas não vejo, escuto mas não oiço, a língua move-se durante a oração mas não fala", escreveu numa das cartas.Aquele Cristo que ela, na entrega do Prémio Nobel da Paz, declarou que "está nos nossos corações, nos pobres que encontramos, no sorriso que oferecemos e no que recebemos", deixou-a no vazio espiritual durante parte de uma vida torturada pela sua ausência. Houve então quem chegasse a pôr em questão a sinceridade de Madre Teresa e a verdade da sua vida. Teria ela colocado uma máscara? E se a sua existência não tivesse passado de hipocrisia?Também alguns crentes, incluindo clérigos, sentiram um abalo profundo, vindo a terreiro com declarações no sentido de que não tinha tido dúvidas. Tratar-se-ia apenas de uma prova de Deus e daquela ausência de consolação que a fé concede. Mas não escreveu São Tomás de Aquino, doutor da Igreja, que a fé convive com a dúvida? Sem esta convivência, ainda seria fé?Não falaram os místicos maiores - Teresa de Ávila, João da Cruz - da "noite escura"? Também Santa Teresa de Lisieux, outra doutora da Igreja, foi assaltada pela tentação da dúvida, parecendo-lhe, nas vésperas de morrer, que lhe diziam: "Crês que um dia sairás das trevas que te rodeiam. Avança! Avança! Alegra-te com a morte, que te dará não o que esperas, mas uma noite mais profunda ainda, a noite do nada."O cardeal Julián Herranz veio lembrar que estas crises são normais: "A vida dos santos está cheia de confissões parecidas, pessoas que provaram o deserto da noite da fé." E lembrou Jesus, que do alto da cruz rezou: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?" Bento XVI, que, no antigo campo de concentração nazi de Auschwitz, tinha perguntado onde estava Deus enquanto acontecia todo aquele inominável horror do Holocausto e porque é que se manteve em silêncio, relembrou, a propósito de Madre Teresa, que "todos os crentes sabem sobre o silêncio de Deus." Como dizia o filósofo Unamuno, nem mesmo o crente mais crente deixa de ser atravessado pela dúvida nem o descrente mais descrente por um "talvez". Também o teólogo Joseph Ratzinger escreveu: "O crente e o não crente participam, cada um à sua maneira, na dúvida e na fé. Nem um nem outro podem subtrair-se completamente à dúvida e à fé. Talvez precisamente a dúvida, que impede um e outro de se fecharem totalmente em si mesmos, pudesse tornar-se o lugar da comunicação. Ela evita que ambos girem exclusivamente à volta de si próprios; abre o crente ao que duvida e o que duvida ao que crê; para o primeiro, ela é a sua participação no destino do não crente, para o outro, a forma como a fé, apesar de tudo, permanece nele um desafio."Deus não é evidente e a fé não tem a certeza da lógica ou das ciências empírico-matemáticas. Como diz o próprio étimo - fides -, a fé é confiança, isto é, entrega confiada a alguém - no caso da fé religiosa, a Deus. Tem razões e a segurança própria da confiança. É casada com a esperança e o amor, em co-implicação: a fé alimenta a esperança e o amor, a esperança anima uma e outro, o amor e a esperança confirmam e aprofundam a fé.Acreditar em Deus implica acreditar no Homem, sendo, por vezes, mais fácil acreditar em Deus do que acreditar no Homem. Como podia Madre Teresa, no meio da miséria bruta e degradante - a "lixeira" da Humanidade - ficar imune à dúvida?Como ela dizia, para lá da pobreza material, a pobreza maior é a de não ser amado, querido e viver em solidão. Então, a prova e o milagre da fé de Madre Teresa foi o amor vivo, numa dedicação incondicional e sem desânimo, aos mais pobres dos pobres. A fé é um combate que se ganha no amor.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Festa de aniversário

domingo, 16 de setembro de 2007
sábado, 15 de setembro de 2007
A Agenda volta a atacar
Cá estou eu de volta... Os testemunhos já os deixei... mas para não ficarem desabituados e a dar saltos de alegria, voltei para vos recordar algumas coisinhas, que muitos já se devem ter esquecido!!!
Ora bem, começando por uma ordem cronológica, vamos lá recapitular... (ah e não se esqueçam de responder com a vossa presença ou "ausença" em cada uma das coisas que vou referir...)
15 de Setembro (hoje), 21:15 - Reunião de Preparação da Feira da Criança para todos aqueles que querem colaborar na realização da mesma. Vem ajudar a fazer tradição!!!
16 de Setembro
16:00 - Não se esqueçam do convite do David para irmos a casa dele, pois ele faz anos e vai embora no dia seguinte, por isso temos de lá ir festejar estes dois eventos...
18:00 - Início do Conselho Local com a divisão por funções (pensei já onde querem render os vossos talentos) em que cada função fará a sua proposta de calendarização das actividades. às 19:30 uma pausa para jantar, retomando os trabalhos às 21:00 para reunir tudo num só calendário e preparar um ano em grande e de qualidade!!!
22 de Setembro - Gala de Início do Ano - IV Lulas de Ouro, os prémios que distinguem os momentos do ano e os seus intervenientes... Começa depois da Eucaristia. É uma noite de óscares, por isso a ideia é passarmos todo o glamour de Hollywood... façam um esforço, estas coisas são muito mais engraçadas quando todos nos empenhamos e entramos no espírito!!!
05 de Outubro - Encontro Nacional da Família Vicentina, em Fátima... reservem já o dia porque precisamos de todos. A Seara de Cristo foi escolhida para representar um pequeno sketch e são precisos 12 elementos, por isso contamos com todos...
07 de Outubro - Feira da Criança
E por agora fico-me por aqui, mas quero receber a vossa resposta com as confirmações das presenças ou "ausenças"... =P
Adios
Atenciosamente
Agenda Pessoal Bruno Coelho
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Alegremo-nos...
Esta segunda-feira que passou foi um momento muito importante não só para o nosso grupo, mas também para toda a nossa comunidade cristã. O Mário decidiu arriscar e seguir o Senhor mais de perto... é um grande desafio e como tal devemos apoiá-lo o melhor que pudermos. Primeiro que tudo com a nossa oração, mas não nos devemos também esquecer de lhe transmitirmos a nossa amizade.
Força Mário...
Coisas...
Desta vez é que não tenho hipotese de me esquivar (acho eu...). Ganhei como prenda de anos uma viagem à Roménia (com regresso em aberto) e como gostei muito da prenda gostava de partilhar convosco a minha despedida.
Aproveitando o facto de fazer anos no domingo e de partir na segunda gostaria que passassem por minha casa no domingo à tarde (16h30 - 17h00) para uns agradáveis momentos de convívio.
Um abraço
David
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Tempo de crescer... tempo de frutificar...
Não julguem as coisas antes de as experimentarem, ou até mesmo porque tiveram uma primeira má experiência... de certeza absoluta que vocês não fazem sempre tudo bem à primeira... Só vos dou um Conselho, arrisquemos uma ida ao Encontro Nacional no próximo ano... uma ida todos em conjunto, pois quando se vai em grupo tudo tem mais sentido, mais cor, mais magia...
E para culminar em beleza... o Acampamento da Seara de Cristo... Eu fui!!! Posso orgulhar-me de ter sido um dos 12 elementos da Seara de Cristo que partilharam esta semana em corpo e alma, porque os restantes estiveram sempre lá presentes connosco, como é normal em qualquer actividade que participemos!!!

Acho que vou ficar por aqui, restando apenas dizer que sou mais JMV que alguma vez fui, sou mais Seara de Cristo que alguma vez fui e acima de tudo, sou mais Cristão do que alguma vez fui... Um grande abraço do vosso amigo...
Bruno Coelho
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Gosto por ser JMV...
Quando o Grupo JMV se iniciou na Achada uma das primeiras e grandes actividades que realizámos foi exactamente a Peregrinação... eramos todos uns "teenagers inconscientes"... mas o certo é que toda a magia daqueles lugares nos marcou... e marcou-nos de tal maneira que desde então alguns (e não poucos...) ainda se dizem JMV's apesar de mais afastados...
Hoje posso dizer que os anos mais bonitos da minha vida (conversa de velho...) foram passados neste ambiente de JMV. Aliás, muito do que sou hoje se deve à JMV... mas o recíproco também pode e deve ser verdade... muito do que a JMV é ou pode vir a ser depende de mim. De mim... de ti... de todos os que nos dizemos JMV...
Aproxima-se um momento importante para o nosso Grupo... não deixem de participar na Oração de amanhã... vamos sentir a alegria do anúncio daqueles que estiveram lá... e vamos também participar na vida do Grupo empenhando-nos por dar o nosso melhor...
Um abraço em Cristo
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
peregrinaçao as fontes
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Experiência de uma vida!!!
Como sabem, eu, a Cátia e a Sara estivemos fora... fomos conhece as fontes da nossa JMV... (espero que tenham rezado por nós assim como nós rezámos por vocês)
Devo confessar que inicialmente, quando me inscrevi para participar na Peregrinação, não foi de todo o facto de ir às fontes que mais me motivou (e penso que falo pelos 3, quando digo isto)... Paris e a Eurodisney eram as coisas que mais me fascinavam...
Agora estou de volta... e sim, Paris é uma cidade mágica e a Eurodisney é um reino de fantasia trés magnifique!!! Mas isso não foi o ponto alto desta peregrinação... Entrar na Capela da Medalha Milagrosa, isso sim foi magia...
Não consigo explicar o que senti quando entrei ali dentro, mas uma paz invadiu o meu coração e de repente, nem Paris, nem Disney, nem Torre Eiffel ou Arco do Triunfo, nada disso importava naquele momento...
Ali, naquele altar, Nossa Senhora concedeu-nos a honra de recebermos todas as graças!!! Ali naquele altar Nossa Senhora pdiu a Catarina que formasse uma Associação de Jovens... e sabem de uma coisa muito espectacular??? Nós somos membros integrantes desse pedido que Maria fez... A JMV é esse movimento... Já se aperceberam que têm a honra de pertencer a uma associação que é um pedido exclusivo da mãe do salvador??? Não pertencemos a uma associação cuja iniciativa de criação vem de comuns mortais... somos membros da associação que a nossa Mãe, Maria Santíssima pediu!!!
Depois há São Vicente... fiquei fascinado com o poder que este homem ainda tem em França... ele está por todo o lado... É arrepiante estar em frente ao corpo de São Vicente, porque a sua expressão está de uma serenidade tao contagiante que parece que vai abrir os olhos a qualquer momento... passaria horas a olhar para aquele túmulo...
E antes de voltar a casa, uma paragem em Lurdes... Não posso dizer que fiquei maravilhado... acho que consigo encontrar mais oração em Fátima... mas não deixa de ser um local de fé, e poder tocar nas paredes da gruta onde Nossa Senhora apareceu a Santa Bernardete, rezar por nós nessa mesma gruta, foi inesquecível...
Mas sem dúvida que a Rue du Bac vai ficar para sempre gravada na minha memória... e uma coisa vos garanto... sou mais JMV do que alguma vez fui!!!
Um dos objectivos desta peregrinação é que quem foi consiga contagiar quem ficou... isto foi só o começo, porque nós queremos, que vocês sintam o apelo também e para isso mesmo vamos fazer uma oração, onde tudo será contado com tanta emoção, fervor e fé que todos sentirão vontade de lá ir... não deixem de estar presentes na oração que será dedicada a vocês... tenho a certeza que a oração que fizemos por vós na Capela Milagrosa terá muita força...
Saudações em Cristo
Bruno Coelho
segunda-feira, 23 de julho de 2007
A maneira certa de perder a Vida
Vivemos tempos muito estranhos. Na rotina passa despercebido, mas ficaremos na História como uma das idades mais insólitas. Prova disso é o facto de esta sociedade confirmar uma das frases mais assombrosas da humanidade.O nosso tempo é aquele em que mais gente se esforça por ganhar a sua vida. A ideologia dominante é a da realização pessoal, concretização de sonhos, promoção de projectos, carreiras, ideais, paixões. Manifestar a sua ambição é direito inalienável e decisivo de todos. Não a conseguir é miséria inaceitável. Da publicidade à educação, da ficção à política, tudo assegura que afirmar-se pessoalmente, impor a sua personalidade, ter sucesso, ganhar a vida é o sumo bem. O prazer é erigido em valor supremo e objectivo primordial. Pelo contrário, o pior crime é limitar a expressão alheia, prejudicar os sonhos de juventude, impedir o florescimento da liberdade. Vivemos o tempo da exaltação do apetite.Desse ardor ingénuo e cândido surge o fiasco. Porque os sonhos são sempre inatingíveis, as carreiras embatem em mil obstáculos, os projectos distorcem-se ao crescer. Assim, a grande maioria gasta a vida e desperdiça a felicidade em busca de uma ilusão a que julgava ter direito, mas que nunca atinge. A pirâmide alargou e elevou a base, mas continua tão afilada quanto antes. A nossa sociedade deixou de ser composta por humildes que não se atreviam a sonhar. Passou a ser de frustrados ruminando sonhos precocemente empolados.Aqueles poucos que vislumbram o objecto dos seus anseios reconhecem que ele é muito mais pálido e desinteressante do que parecia à distância. Os sonhos e projectos só são belos vistos de longe. A cor da realidade tem tendência a fazê-los fenecer. Afinal não era bem isto que a gente queria. Alguns desistem desanimados, outros buscam novas demandas, mas todos acabam desiludidos. Eles não sabem que o sonho, afinal, não comanda a vida.Esses são os afortunados, porque os mais infelizes alcançam e sentem-se realizados pelo que aspiravam. E então reduzem-se à tacanhez da sua ambição, ficam escravos dos seus desejos. Deixar-se deslizar para o marasmo do contentamento é viver a morte em vida. Confundindo embriaguez com felicidade, mergulham cegos no torvelinho do prazer asfixiante que, para se manter, exige novidades sempre mais perversas, acabando por devorar a própria identidade.A multidão desiludida vive a contemplação de uma elite de satisfeitos, suposta prova da ideologia dominante. Mas televisões e revistas não escondem as vidas esfarrapadas, a vacuidade e tolice dos famosos. Quanto mais se sabe sobre os poucos que dizem ter ganho a vida, tanto mais se mostra a perda radical que sofreram. Esta lição, sucessivamente repetida, tem de demonstrar alguma coisa, mesmo que a cegueira não o admita.Há dois mil anos foi dito: "quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la." (Mt 16, 25; Mc 8, 35; Lc 9, 24; cf. Jo 12, 25). Não se tratou de um conselho sábio, provocação tola ou oráculo paradoxal, pois ninguém entregou a sua vida de forma tão radical e depois a salvou tão espectacularmente. Discípulos ou inimigos têm de reconhecer que Jesus Cristo viveu e morreu por esta frase.Os vários séculos confrontaram- -se com a profecia da sua primeira parte, mas a dureza dos tempos recusava meios para a verificar. Só a prosperidade da sociedade do consumo e era da informação trouxe recursos para tentar a experiência, vendo depois as massas perderem-se na busca insana de salvar a vida. Hoje sabemos que, afinal, a frase não fixava um castigo. Limitava-se a constatar um erro: o egoísmo queima, o prazer cega, até o altruísmo seca.Felizmente, hoje como sempre, brilha também a verdade da segunda parte: o desprendimento e alegria da entrega total ao Bem absoluto. A felicidade de se saber, como todos, pessoalmente dilecto da divindade, que é Amor. A sabedoria na vida está em renunciar alegremente a si mesmo e aceitar cada passo, sorver cada percalço desta Via Sacra como um dom eterno.
J. César das Neves
terça-feira, 17 de julho de 2007
A melhor parte!

Um abraço em Cristo.
O ainda vosso animador.
LEITURA I – Gen 18,1-10a
Leitura do Livro do Génesis
Naqueles dias, o Senhor apareceu a Abraão junto do carvalho de Mambré. Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele. Logo que os viu, deixou a entrada da tenda e correu ao seu encontro; prostrou-se por terra e disse: «Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo. Mandarei vir água, para que possais lavar os pés e descansar debaixo desta árvore. Vou buscar um bocado de pão, para restaurardes as forças antes de continuardes o vosso caminho, pois não foi em vão que passastes diante da casa do vosso servo». Eles responderam: «Faz como disseste». Abraão apressou-se a ir à tenda onde estava Sara e disse-lhe: «Toma depressa três medidas de flor da farinha, amassa-a e coze uns pães no borralho». Abraão correu ao rebanho e escolheu um vitelo tenro e bom e entregou-o a um servo que se apressou a prepará-lo. Trouxe manteiga e leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles; e, enquanto comiam, ficou de pé junto deles debaixo da árvore. Depois eles disseram-lhe: «Onde está Sara, tua esposa?». Abraão respondeu: «Está ali na tenda». E um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano e então Sara tua esposa terá um filho».
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 14 (15)
Refrão: Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
O que vive sem mancha e pratica a justiçae diz a verdade que tem no seu coraçãoe guarda a sua língua da calúnia.O que não faz mal ao seu próximo,nem ultraja o seu semelhante,o que tem por desprezível o ímpio,mas estima os que temem o Senhor.O que não falta ao juramento mesmo em seu prejuízoe não empresta dinheiro com usura,nem aceita presentes para condenar o inocente.Quem assim proceder jamais será abalado.
LEITURA II – Col 1,24-28
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Irmãos:
Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo que é a Igreja. Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar em plenitude a palavra de Deus, o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos. Deus quis dar-lhes a conhecer as riquezas e a glória deste mistério entre os gentios: Cristo no meio de vós, esperança da glória. E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo.
EVANGELHO – Lc 10,38-42
Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa.Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Momento de Reflexão
«Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho manifeste a tua glória, 2segundo o poder que lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe entregaste. 3Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste. 4Eu manifestei a tua glória na Terra, levando a cabo a obra que me deste a realizar. 5E agora Tu, ó Pai, manifesta a minha glória junto de ti, aquela glória que Eu tinha junto de ti, antes de o mundo existir.
6Dei-te a conhecer aos homens que, do meio do mundo, me deste. Eles eram teus e Tu mos entregaste e têm guardado a tua palavra. 7Agora ficaram a saber que tudo quanto me deste vem de ti, 8pois as palavras que me transmitiste Eu lhas tenho transmitido. Eles receberam-nas e reconheceram verdadeiramente que Eu vim de ti, e creram que Tu me enviaste. 9É por eles que Eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me confiaste, porque são teus. 10Tudo o que é meu é teu e o que é teu é meu; e neles se manifesta a minha glória.
11Doravante já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para ti. Pai santo, Tu que a mim te deste, guarda-os em ti, para serem um só, como Nós somos! 12Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura. 13Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria. 14Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. 15Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno. 16De facto, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
17Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra. 18Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo, 19e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade.
20Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra, 21para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste. 22Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um. 23Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.
24Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.
25Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste. 26Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também.»
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Quem é o meu próximo?

Pois é, parece que este blog continua morto, está a precisar de uma animação pelo Espírito Santo. Como o boletim dominical parece que está de férias, tomei a iniciativa de postar as leituras do próximo Domingo que é já o 15º do tempo comum, deste ano C. Este Domingo surge um evangelho bem interessante que é o do Bom Samaritano, que é a resposta de Jesus à pergunta “Quem é o meu próximo?”
Afinal como vocês também são o meu próximo deixo-vos o desafio de partilharmos alguma reflexão sobre estas leituras.
Um grande abraço em Cristo Salvador.
O vosso animador próximo.
LEITURA I – Deut 30,10-14
Leitura do Livro do Deuteronómio
Moisés falou ao povo, dizendo: «Escutarás a voz do Senhor teu Deus, cumprindo os seus preceitos e mandamentos que estão escritos no Livro da Lei, e converter-te-ás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma. Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Não está no céu, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós subir ao céu, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. Não está para além dos mares, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós transpor os mares, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’.
Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática».
LEITURA II – Col 1,15-20
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura;porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.
EVANGELHO – Lc 10,25-37
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre,que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?» Jesus disse-lhe: «Que está escrito na lei? Como lês tu?» Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás».
Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?» Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’.
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: «Então vai e faz o mesmo».
terça-feira, 3 de julho de 2007
Pastores

3. Os presbíteros, tirados dentre os homens e constituídos a favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecerem dons e sacrifícios pelos pecados, convivem fraternalmente com os restantes homens. Assim também, o Senhor Jesus, Filho de Deus, enviado pelo Pai como homem para o meio dos homens, habitou entre nós e quis assemelhar-se em tudo aos seus irmãos, menos no pecado. Já os Apóstolos o imitaram, e S. Paulo doutor das gentes, «escolhido para anunciar o Evangelho de Deus» (Rom: 1,1) atesta que se fez tudo para todos, para salvar a todos. Os presbíteros do Novo Testamento, em virtude da vocação e ordenação, de algum modo são segregados dentro do Povo de Deus, não para serem separados dele ou do qualquer homem, mas para se consagrarem totalmente à obra para que Deus os chama. Não poderiam ser ministros de Cristo se não fossem testemunhas e dispensadores duma vida diferente da terrena, e nem poderiam servir os homens se permanecessem alheios à sua vida e às suas situações. O seu próprio ministério exige, por um título especial, que não se conformem a este mundo; mas exige também que vivam neste mundo entre os homens e, como bons pastores, conheçam as suas ovelhas e procurem trazer aquelas que não pertencem a este redil, para que também elas oiçam a voz de Cristo e haja um só rebanho e um só pastor. Para o conseguirem, muito importam as virtudes que justamente se apreciam no convívio humano, como são a bondade, a sinceridade, a fortaleza de alma e a constância, o cuidado assíduo da justiça, a delicadeza, e outras que o Apóstolo Paulo recomenda quando diz: «Tudo quanto é verdadeiro, tudo quanto é puro, tudo quanto é justo, tudo quanto é santo, tudo quanto é amável, tudo quanto é de bom nome, toda a virtude, todo o louvor da disciplina, tudo isso pensai» (Fil. 4,8). In Presbyterorum Ordinis.
Espero que vos seja interpelativo.
Um abraço em Cristo Sacerdote, Senhor e Rei.
O vosso animador