terça-feira, 15 de abril de 2008

14 anos

09 de Maio de 2008
FALTAM 24 DIAS!!!! NÃO FALTES!!!

segunda-feira, 24 de março de 2008

O problema do Opus Dei

Aqui vai mais um texto para no pôr a reflectir... (de João César das Neves)

O Opus Dei anda nas bocas do mundo. Não bastava a fama antiga de manipulação, agora perdeu um banco, que é negligência de monta. Qual será o problema do Opus Dei?
Como todos os mitos urbanos, a teoria da relação entre a Prelatura e o BCP levanta mais questões do que resolve. Como se pode deixar escapar um banco daquele tamanho assim tão facilmente? Quais eram afinal os poderes ocultos que, de forma tão dramática mas silenciosa, foram derrotados? Não devemos temer mais a Maçonaria, que alegadamente ganhou o negócio, que o Opus Dei, que nem sequer teve força para o conservar? Afinal, não será toda esta confusão de poderes escondidos um enorme disparate, tendo tido o BCP apenas uma zanga habitual entre administração e accionistas?
Mas o problema da Prelatura do Opus Dei vai mais fundo. Toma-se consciência disso ao vermos "acusados" de serem da Obra muitos leigos só por se afirmarem publicamente como cristãos, mesmo sem nada a ver com ela, como eu. Em particular, são-lhe atribuídos todos os católicos "conservadores", entendendo-se por esta palavras aqueles que querem seguir a doutrina cristã como ela é. Ser fiel ao Papa e à Cúria, acreditar nos Evangelhos, Credo e obras dos Padres, recusar as patranhas que os críticos do momento inventam, isso hoje é ser conservador e automaticamente do Opus Dei.
Um cristão é tolerado desde que não se note que o é.
No fundo, esse problema é o mesmo que vários outros grupos católicos foram tendo ao longo dos séculos. Em todas as épocas a Igreja sempre defrontou inimigos poderosos. Esses gostavam de isolar uma pequena secção de crentes para a mimosear com o pior das suas fúrias. Há cem anos eram os jesuítas; há 500 os dominicanos; hoje é o Opus Dei. Estes têm a honra da escolha do inimigo.
É muito curioso notar uma flutuação marcada nessa história da raiva anticristã. Conforme as épocas, no meio da enorme diversidade de carismas da Igreja, os movimentos escolhidos pelos críticos vêm alternadamente dos pobres e dos poderosos. O Império Romano não ligou ao cristianismo enquanto foi uma religião de escravos. Mal começou a haver conversões na classe senatorial, iniciaram-se as perseguições a sério. Como a elite não era cristã, tinha medo do poder que os fiéis viessem a possuir. Depois, a partir de Constantino, durante séculos as classes poderosas aderiram à fé. Por isso nesse período os movimentos atacados passaram a ser do povo. Primeiro os eremitas, depois os beneditinos, finalmente os franciscanos e dominicanos, todos tinham um aspecto subversivo que desagradava às instituições, crentes ou infiéis. A partir da Idade Moderna, quando as elites voltaram a afastar-se da Igreja, regressaram os medos romanos. Os ateus aceitam os cristãos pobres, como a madre Teresa. O que os enerva é a existência de "senadores" fiéis e o suposto poder manipulador de certos crentes. Foi assim com os jesuítas nos séculos XVIII e XIX, é assim agora com vários movimentos religiosos. Nestes, o Opus Dei tem uma certa visibilidade especial, por exemplo com O Código da Vinci. Mas noutras zonas do mundo ouvimos criticar da mesma forma focolares, CL, carismáticos, salesianos e muitos outros.
Que motivos para tanta crítica? Os inimigos têm as suas razões, mas entre as censuras mais citadas estão as Cruzadas e a Inquisição, que acabaram séculos antes deles nascerem. Se virmos bem, ao longo dos tempos todos os grupos visados, tão diferentes nas suas formas, têm uma coisa em comum: viver a sério a doutrina de Cristo. No fundo o problema do Opus Dei, como dos outros, é só aquilo que celebramos nestes dias da Páscoa. Todos os cristãos estão avisados desde o princípio. "Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: o escravo não é maior que o senhor. Se perseguiram a mim, também hão-de perseguir a vós" (Jo 15, 20).Essa é a sua glória: "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, disserem todo o tipo de calúnia contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus." (Mt 5, 11-12).

sábado, 22 de março de 2008

sábado, 8 de março de 2008

Hoje é um dia especial....


Hoje é um dia especial... celebramos o nosso grande S. João de Deus... exemplo impressionante de entrega e confiança.


Das Cartas de São João de Deus


(Arq. Geral Ord. Hospit., Caderno: De las cartas..., ff.º 23v-24r; 27rv: O. Marcos, Cartas y escritos de Nuestro Glorioso Padre San Juan de Dios, Madrid, 1935, pp. 18-19; 48-50) (Sec. XVI)


Cristo é fiel e tudo provê


Se consideramos atentamente a misericórdia de Deus, nunca deixaremos de fazer o bem de que formos capazes: com efeito, se damos aos pobres por amor de Deus aquilo que Ele próprio nos dá, Ele promete-nos o cêntuplo na felicidade eterna. Feliz pagamento, ditoso lucro! Quem não dará a este bendito mercador tudo o que possui, se Ele procura o nosso interesse e, com os braços abertos, insistentemente pede que nos convertamos a Ele, que choremos os nossos pecados e tenhamos caridade para com as nossas almas e para com o próximo? Porque assim como o fogo apaga a água, assim a caridade apaga o pecado.Vêm aqui tantos pobres, que até eu me espanto como é possível sustentar a todos; mas Jesus Cristo a tudo provê e a todos alimenta. Vêm muitos pobres à casa de Deus, porque a cidade de Granada é muito fria, e mais agora que estamos no Inverno. Entre todos – doentes e sãos, gente de serviço e peregrinos – há aqui mais de cento e dez pessoas. Como esta casa é geral, recebe doentes de todos os géneros e condições: tolhidos, mancos, leprosos, mudos, dementes, paralíticos, tinhosos, alguns já muito velhos e outros muito crianças ainda, e por cima disto muitos peregrinos e viajantes, que cá chegam e aqui encontram lume, água, sal e vasilhas para cozinhar os alimentos. E para tudo isto não se recebe renda especial, mas Cristo a tudo provê.
Desta maneira estou aqui muito empenhado e prisioneiro por amor de Jesus Cristo. Vendo-me tão carregado de dívidas que já mal me atrevo a sair de casa, e vendo tantos pobres, irmãos e próximos meus, sofrerem para além das suas forças e serem oprimidos por tantos infortúnios no corpo ou na alma, sinto profunda tristeza por não poder socorrê-los, mas confio em Cristo, que conhece o meu coração. Por isso digo: maldito o homem que confia nos homens e não em Cristo somente; porque dos homens hás-de ser separado, queiras ou não queiras; mas Cristo é fiel e permanece para sempre, Cristo tudo provê. A Ele se dêem graças para sempre. Amen.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Quarta-feira de Cinzas


Começou o tempo de Quaresma!
Todos os anos, os cristãos do mundo, durante 40 dias, retomam a sua caminhada para a Páscoa. A Quaresma é o tempo de Passagem. Nesta viagem, o cristão nunca se pode instalar. Por isso, ao longo destes dias, devemos olhar para a nossa vida procurar aquelas coisas que podemos melhorar... a oração, a partilha, a caridade, a entrega... devemos também alimentar-nos da Palavra de Deus, meditando em algumas mensagens que nos mostram o caminho da vida e nos ajudam a passarmos à acção.
Quarta-feira de cinzas!... Porquê receber as cinzas neste dia? Porquê receber sujidade, apenas pó?As cinzas são símbolo dos pecados que nos cobrem, como uma velha poeira que suja a pureza do nosso baptismo. As cinzas são a marca dos caminhantes.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Boas Obras

Hoje é dia de cinzas, o ínicio da Quaresma. Este é o tempo das boas obras, de fazer o bem, de nos libertarmos dos nossos pesos e correntes. Essa é a mensagem do evangelho de hoje, o qual partilho convosco.
Um abraço em Cristo
David

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a ecompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».
Palavra da salvação.

sábado, 8 de dezembro de 2007

O Advento de um novo mundo...

Leitura do Livro de Isaías
Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conhecimento e de temor de Deus. Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

terça-feira, 27 de novembro de 2007


Caros amigos,

Hoje é o dia em que celebramos Santa Catarina Labouré, a Filha da Caridade por intermédio da qual, Maria fundou o nosso Movimento JMV.

Por esta razão quero partilhar convosco algumas das reflexões feitas no nosso encontro regional.


"Em termos teológicos, a comunidade é a realização da Igreja tal como Jesus a sonhou e a fez nascer no Pentecostes.
É um organismo vivo em crescimento.
É um corpo animado pelo Espírito Santo (ICor 10,17; 12,27).
As relações são interpessoais, de amizade, partilha, diálogo e solidariedade.
Na comunidade todos se conhecem pelo nome.
Existe um objectivo comum.
Todos tomam parte na programação, nas decisões e na execução da missão da comunidade."


O papel de cada membro é respeitado pelos outros.
A comunidade não admite homens faz-tudo.
Os homens faz-tudo desmotivam as pessoas para o compromisso.
É mais eficaz muitos a fazer pouco do que poucos a fazer muito.
Na comunidade, a grande paixão é a causa do Evangelho.


A oração não é por causa de Deus. É por causa dos crentes. Deus não se transforma nem muda de opinião. O homem é que se transforma e é capaz de saborear os acontecimentos com o sentido da plenitude de Deus.
Quem se transforma, na oração, é o crente e não Deus.
As normas e o projecto comum têm como finalidade facilitar a organicidade e fecundidade comunitárias.
Não abafam nunca a vida.
Quando já não se adequam ao crescimento comunitário, as normas e as programações são alteradas."


Quero também pedir àqueles que participaram neste encontro que partilhem as suas experiências de modo a enriquecerem esta celebração.


Um grande abraço em Cristo

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Cristo Rei do Universo


"O Reino de Deus é um reino de paz, justiça e alegria..."

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A IGREJA PORTUGUESA E AS OVELHAS QUE FOGEM DO REDIL


A IGREJA PORTUGUESA E AS OVELHAS QUE FOGEM DO REDIL

João Miguel Tavares


Tanta orelha santa a arder. Os bispos portugueses promoveram uma série de relatórios diocesanos - que embora confidenciais todos sabem o que dizem: menos padres, menos gente na missa, menos baptizados -, foram mostrá-los ao Papa e vieram de lá com um raspanete dos grandes, ainda que proferido naquele tom eclesiástico que mistura elogios, sorrisos beatos, citações da Bíblia e alfinetadas. Que eu saiba, não há memória de um Papa se dirigir à Igreja portuguesa convidando-a a "mudar o estilo de organização e a mentalidade dos seus membros" perante a "maré crescente de cristãos não praticantes" nas dioceses. Mudar de estilo e de mentalidades não é o mesmo que mudar a cor das vestes litúrgicas ou afinar os cânticos das missas - é mudar tudo. São palavras duríssimas de Bento XVI, tanto mais significativas quanto politicamente até correm o risco de fragilizar a Igreja nos embates que tem tido com o Governo, como foi o caso recente das capelanias hospitalares.Ainda assim, talvez o seu discurso consiga o milagre de promover um debate alargado sobre o estado da Igreja em Portugal, que é bem preciso. Quando no espaço público se discutem os problemas da Igreja, em 90% dos casos é conversa sobre sexo - desde o celibato dos padres ao uso dos contraceptivos, passando pela posição do Vaticano sobre a homossexualidade. Mas essa é apenas a árvore que esconde uma floresta de problemas. Quem está de fora nem sequer sabe que existem, mas eles estão lá, e o Papa apontou dois: o défice de "participação na vida comunitária" e a falta de "eficácia dos percursos de iniciação actuais", sendo que o primeiro acaba por ser uma consequência natural do segundo. Traduzindo para português, a referência aos "percursos de iniciação" quer dizer uma coisa muito simples: os cristãos portugueses estão mal preparados, vivem agarrados a uma religiosidade popular mal fundamentada e isso faz com que entre o fim da infância e o início da idade adulta boa parte das ovelhas se pisgue do redil. Curiosamente, é uma questão de estatística. Em Portugal baptiza-se quase tudo à nascença, aos sete anos faz-se a primeira comunhão e aos 15 despacha-se o crisma - como se fosse possível aos sete alguém compreender a profundidade da eucaristia e aos 15 estar em condições de afirmar a maturidade da sua fé. Esta juvenília religiosa é boa para se chegar aos noventa e tal por cento de católicos em Portugal, mas leva a que aos 15 esteja feita a licenciatura cristã e que aos 18 já só haja jovens no coro. O preço que se paga é muito alto: ficam apenas fiapos de fé. E por isso Fátima enche, enquanto as igrejas se esvaziam.